O que é o protocolo intensivo?

O modelo intensivo envolve sessões diárias, geralmente de 3 a 4 horas por dia, durante um período de 3 a 4 semanas.

Quando ele é indicado?

– Aquisição de novas funções motoras: quando a criança está próxima de conquistar um novo marco, o modelo intensivo oferece maior repetição, favorecendo a consolidação do aprendizado motor.

– Após intervenções cirúrgicas ou uso de toxina botulínica: é amplamente utilizado para auxiliar na recuperação da força e do movimento após procedimentos que modificam a dinâmica muscular.

– Superação de períodos de estagnação: quando há pouca evolução ao longo do tempo, o aumento da intensidade terapêutica pode ajudar a estimular novos avanços.

O que é a terapia convencional?

A terapia convencional ocorre, em geral, de 1 a 3 vezes por semana, com sessões de 50 a 60 minutos. Ela funciona como um suporte contínuo para manter a funcionalidade e prevenir regressões.

Quando ela é indicada?

– Refinamento e qualidade do movimento: ajuda a consolidar e aprimorar os ganhos obtidos anteriormente.

– Prevenção: é importante para prevenir encurtamentos musculares, deformidades e perdas de amplitude articular.

– Saúde a longo prazo: permite um acompanhamento contínuo, respeitando a rotina escolar e familiar, com foco na sustentabilidade do tratamento.

A estratégia do “salto e sustentação”

Podemos pensar no tratamento como uma escada: o intensivo representa o esforço adicional que ajuda a criança a subir um degrau, enquanto a terapia convencional contribui para que ela se mantenha estável nesse nível, preparando-se para os próximos avanços.

Como decidir?

A definição da melhor estratégia deve sempre partir de uma avaliação clínica individualizada. Algumas crianças podem se beneficiar de ciclos de terapia intensiva ao longo do ano, intercalados com acompanhamento convencional. Outras, dependendo do perfil, podem se beneficiar mais de uma abordagem contínua com menor intensidade.

Não existe uma solução única. O que funciona para uma criança pode não ser o mais adequado para outra.

O mais importante é que a família e a equipe terapêutica estejam alinhadas quanto aos objetivos: neste momento, o foco é conquistar novas habilidades ou manter e aprimorar as já existentes?

Se você ainda tem dúvidas entre o intensivo e o convencional, saiba que essa decisão não precisa ser tomada sozinho. Nossa equipe está pronta para avaliar as necessidades específicas do seu filho e construir um plano terapêutico individualizado!